meditações abertas

Notas sobre Autoconhecimento

Existem diversas formas de se autoconhecer.

Algumas pessoas gostam de refletir, analisando o passado e suas ações e reações, ou então tornando analítico o momento presente de maneira a chegar a conclusões sobre si mesmo.
Outras preferem alguma forma de arte que permite entrar em contato com emoções e sensações às vezes tão leves que somente a arte possibilita tocar. E talvez exista também quem prefira viagens ou longos períodos de retidão onde se faz claro que absolutamente tudo permanece em constante mudança.

E seja o que for que faz sentido pra você, já deve ter sentido que se autoconhecer é primordial para um vida bem vivida. Para esta jornada de “vir a ser” se tornar digna de nossa própria admiração e reverência.

Autoconhecimento é aquela arte que nos capacita estar pleno em situações rotineiras ou eventos especiais como quando tomamos aquela decisão difícil ou escolhemos os círculos de amigos, ou quando nos relacionamos com outras pessoas. De modo mais profundo, diz o autoconhecimento ser vital para quem almeja atingir algum nível que seja de paz interior.

Fato é que quem se propõe a andar logo entende que se conhecer é uma aventura extremamente profunda e misteriosa.

Quantas capas insistimos em usar de modo a limitar o todo que somos?
Quantos padrões mentais vivem nos rodeando trazendo rigidez e reações automáticas no dia a dia?
Quantas emoções, crenças, vícios e hábitos fazem subir poeira aos olhos e aparentemente esconder a nossa verdadeira Luz?

Sim meu amigo(a), o autoconhecimento não promove apenas respostas mas também deixa as mais profundas perguntas!
E longe de ser algo ruim. Pois são as perguntas que nos abrem, que nos faz aceitar e sermos integralmente humanos. Aceitar a humanidade e toda a divindade presente nesta é também a receita básica da empatia e da compaixão.
E até onde será que estes sentimentos podem nos levar?

Hoje entendo que se descobrir é estar disposto a não ser coisa alguma, e talvez nesse suposto vazio; nesta pureza de olhar, talvez alguma porta seja então notada. O simples que está sempre presente, antes, no meio e depois de tudo.

Que em seu silêncio de observação atenta, a percepção apenas emerja, te mostrando que nada nunca poderia ser diferente.

Hari OM

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